
Quanto ao ritmo de trabalho, devo dizer que atualmente o Congresso funciona à todo vapor - não houve um só dia desde o início dessa legislatura que não tivéssemos um debate ou uma votação ativos. Além das questões organizacionais da Casa - é preciso eleger um Presidente, o Secretário da Pasta e criar uma comissão para tomar conta da publicação quinzenal do Jornal do Congresso -, estamos debatendo e votando, no momento, sobre o destino dos milhares de gold que são patrimônio público e estão hoje parados nos cofres de uma companhia.
Como eu vejo o Congresso hoje? Eu o vejo com os olhos de um velho novato - ou de um novo velhaco. Com o perdão do trocadilho, explico que sou cidadão do Novo Mundo desde o ano de 2009, mas que passei por um longo período de inatividade até chegarmos ao mês de outubro de 2015, quando voltei de vez pra estas terras. Hoje tenho a capacidade de olhar pro funcionamento do Congresso com a mente aberta, sem posições rígidas formadas - ou forjadas - ofuscando minha visão, mas ainda sim com a vivência de quem já respirou os ares desta mesma Casa por três mandatos nos idos de 2009 - quando o funcionamento e a dinâmica política eram bem diferentes, contudo. Enfim, qual a impressão eu tenho da Casa? Eu gosto muito do que vejo hoje, do trabalho que vem sendo feito e dos debates que vêm sendo construídos. Ainda assim - sem entrar no âmbito partidário - é impossível não notar que com alguma frequência, infelizmente, nos deparamos com falas e atitudes desprovidas de boas intenções e vazias de conteúdo. Por vezes elas tem cunho pessoal, mas o que nota-se é que elas sempre vêm com o inescrupuloso intuito de atravancar o debate, de atrasar e impedir que o processo político flua com naturalidade. Mas o horizonte é promissor: cada vez mais encontro congressistas que, assim como eu, repudiam esses atos e que vão lutar para que esse tipo de atitude deixe de ser prevalente nas fileiras do legislativo nacional. A previsão é boa, tempos frutíferos nos aguardam.
Muito grato ao amigo Rick Adams pela oportunidade, pela paciência e pelo espaço cedido.
Cordialmente,
Pedro de Carvalho
Presidente do Congresso